4 de março de 2009

>> parte ix

afastam-se de vez. segues o teu caminho… mas sabes que vais voltar a vê-la.

olhos nos olhos, sentados no banco do metro. frente a frente, no café. lado a lado, numa fila qualquer.

vais voltar a olhar para ela… uma desconhecida. e vais desejá-la também.


Nothing Really Ends - dEUS

7 comentários:

Rita disse...

Muito bom Nim! Fantástico como com poucas frases, conseguiste descrver o que muitos sentem, por esse Mundo fora.

Não acabaste com Frou Frou, mas dEUS também está muito bem :)
Continua.

vanda disse...

So true...
E quando o tempo passa e a rotina se esquece e as discussões se tornam uma memória muda e distante e o desejo (inevitavelmente) volta ... Esquecemos sempre tudo aquilo que não resultou à primeira... E que provavelmente não resultará agora, quando (inevitavelmente) voltarmos a tentar só mais uma vez...

Beijinhos. Gostei muito.
Vanda S.

Jorge Vogado disse...

Bem tenho seguido antentamente estes ultimos pots e só tenho uma palavra: Genial! a maneira como te expressaste todos os sentimentos, muito daquilo que esta escrito é pura verdade.

Parabéns ;)

solta disse...

*

Its A Sony disse...

Acompanhei os últimos 9 posts.
Gostei bastante.
Acho que pediste sugestões para título, não é a minha intenção dá-las, apenas queria que soubesses que senão é um relato autobiográfico, com muita facilidade se tornaria numa história passível de muita veracidade.
A mim fez-me lembrar uma canção muito conhecida portuguesa:
Depois do Adeus :)
Porque, a verdadeira história começa (para mim claro) quando termina ;)

*

Anónimo disse...

Sugestão de título - "There There" (Just because you feel it doesnt mean it's there.)

Akra Barbarion.

aeenis disse...

E extraordinariamente dou por mim a rever tantos momentos por que já passei, por que suponho que já todos tenhamos passado. E sorrio. Quase da maneira que descreves, baixando a cabeça.
Tristemente, facilmente olho para trás e com alguma facilidade me apercebo, de que depois de feitas as descobertas iniciais, as conversas não mais precisam de durar horas, mas apenas alguns minutos. Nessa altura trememos - por vezes - tememos a aproximação da ruptura, do fim. Por vezes sabemos esperar, adaptarmo-nos. Nessa altura podemos descobrir que há afinal sempre mais, que depois de desfeito o mistério, é possível sempre criar outras coisas, coisas que mantenham o interesse ou até, que o façam crescer. Mas haverá sempre a saudade do mistério.
O título? Algo de curto. Algo como inebriado - para a primeira fase - mas para a segunda já não sei bem. Na verdade sinto-me inebriada.
Frases curtas, pontuação firme. Ideias bem marcadas. Como alguém que eu um dia fui.

Um beijinho!